sábado, 3 de outubro de 2009

A chegada!



Hi there!
Ok, tive afastada uns dias, motivos emocionais que explicarei mais pra frente. No momento vou contar como foi a viagem de São Paulo para Amsterdam.
Fiz um lanchinho básico, chá mate com misto, e fui fazer o check-in. A atendente me recomendou ir logo pra sala de embarque que a fila ficaria grande. Como boa marinheira de primeira viagem, fui. Fiquei zanzando no free shop, comprei um kit higiene bucal (hahaha) e fui andar mais um cadim até a sala de embarque, que diga-se de passagem não é aquela coca-cola toda. E tipo, fiquei bem umas duas horas esperando pra poder embarcar enquanto o avião era abastecido. E aquilo num era um avião, não podia ser um avião. Era muito grande pra ser um avião! Hahahaha





Na espera <<<

Dentro do avião >>>



Trajeto do vôo

Temperatura do lado de fora

Parceiros do vôo: Lurdes, uma paulista que mora há 30 anos na Alemanha; Élcio trabalha em plataformas de petróleo, não entendi bem com o que.

Eles serviram primeiro uma castanha de não sei o que com gosto artificial de fumaça, que nem aquele pingo d’oro e um suco de maçã bem gostoso. Depois veio a janta, era um ensopado de peixe, com um purê doce, arroz, salada de pepino com tomate e gergelim e um pudim. Te enganar não, o que salvou foi a salada!


Não, isso não é camisinha... são os fones de ouvido =P

Pense em -16º fora do avião

Juiz de Fora!!!

No meio da noite e eu com uma butuca de olho aberto fui ver filme “A proposta” com a Sandra Bullock, legalzinho, só que não tinha opção de colocar só o áudio em inglês, ou com legenda em português. Ou era dublado pro português ou então em inglês com legenda em holandês, pensa!!! Num dá né, coloquei minha birra de lado e assisti em português.
Dei uma voltinha pelo avião, tava tudo bem quieto, todo mundo dormindo. Os comissários passam pelas cadeiras bem no inicio do vôo e pedem pra gente fechar as janelas, elas só são abertas quando já ta chegando pra não atrapalhas o sono dos outros.
Mas então mãe, não amanheceu uma da manhã não:

(momento dia amanhecendo – horário de Brasília)

3:11

 3:14

3:19

3:26

3:40

4:20

4:36

4:43 – não, isso não é sujeira no vidro

Isso é neve!

Dentro do avião

No café da manhã veio uma caixa quente e outra fria. Na fria tinha iogurte, salada de frutas e um pãozinho recheado com frutas cristalizadas. Na quente tinha uma coisa engraçada! Pense em um pudim de queijo com ovo e gelatina. Ruim até! O café era bem mais ou menos, o açúcar não adoça muita coisa por aqui.



Igualzinho no Google Earth! Repara na parte de baixo da foto, onde não tem nuvens.

Aeroporto de Schiphol – Amsterdam

Chegando...

Tapeeeeeeeeeeeeeeeeete de nuvens

 51 Km pra chegar... 0º C

 Amsterdam!!!

(Pouso)

Primeiro contato visual com o solo, tava bem nublado.

 
 
 
 
 


Chegou! <<<

O avião pousou sem maiores sustos, a viagem foi boa, apesar de eu não ter conseguido dormir muito bem. Fiquei meio perdida no aeroporto, mas aí uma segurança me ajudou a encontrar o caminho onde apresentei meu passaporte e fui pegar minha mala, foi bem fácil, ela passou rapidinho, graças a Deus! Daí a surpresa né. Amassaram a alça de puxar o carrinho, ela não levantou por nada. Ainda bem que a mala é bem grande e roda direitinho sem o puxador. O Wim e a filha dele, Brenda, estavam me esperando na porta de saída já. Me reconheceram fácil pela foto que mandei antes em um email. Fomos de carro até um mercado onde se compram artigos para flores e produções em geral.


Tuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuudo

Reeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeto!!!

Muito reto!!!

E verde!!!!!!!!!!!

Eu jurava que era laranja!

Entrada da minha casa pelo próximo ano.


Ok, essa não é a entrada da minha casa propriamente dita. Essa é a casa do chefe, mas a entrada é a mesma. A fazenda fica numa espécie de rodovia, digo uma espécie porque rodovias geralmente são enooooooooooooormes, e essa não é muito comprida. Do aeroporto até a fazenda foram uns 25 minutos descontando o tempo que ficamos na loja. Quando chegamos fomos pra casa dele, conversamos um pouco. Depois fomos pro galpão, era horário de almoço. Em seguida as outras trainees chegaram. Primeiro a russa Elena, e depois a Monique, uma brasileira que faz agronomia na UFV. Fiquei conversando com ela um tempão depois que o Wim levou minha mala pro quarto (que vai ser um capitulo á parte, esse aqui merece foto, mas pensem em uma caixa de sapatos cortada na diagonal com 8 x 5 m, porque o telhado desce no canto, então fica uma caixa triangular que nem de toblerone).
Dormi um pouco, fui na cidade, Nieuwkoop, fazer compras. Tomei um banho e dormi. Tenso foi acordar no dia seguinte pra trabalhar. Pra mim seriam duas e meia da madrugada quando levantamos, a russa e eu porque a Monique viajou pra Praga com o namorado. Começamos a trabalhar às oito da manhã, e o pessoal é bem pontual. Às dez da manhã tem um intervalo pro cafezinho. O almoço é de meio dia e meio até uma e meia. No meio da tarde tem outro intervalo de 15 minutos pro café e o expediente termina às 17 horas normalmente. Já comecei tirando as folhas de fisales. O fruto parece um lampião com um tomate dentro, só que no Brasil é meio marrom, aqui tem um laranja bonito. Depois foi a hora dos crisântemos. Eu odeeeeeeeeeeeeeeeeeio crisântemos!!! Temos que tirar os galhinhos para que a planta fique bonita, e tinha chovido, então a mão ficou toda molhada, cheia de terra, cortesinhos chatos. Mas depois o chefe me colocou pra embalar o feixes. Depois de limpos os crisântemos são colocados em ramos de 9 e passam por uma máquina que corta os cabinhos e passa um elástico em volta, daí a gente pega no final, tira o excesso de água da flor, coloca em sacos plásticos e, em grupos de 3, coloca nos potes com uma água com nutrientes e arruma em um carrinho para que eles possam ser levados pra uma espécie de leilão. Ufa!
Fiquei moída! O dia inteiro em pé.
Ontem foi bem chato o dia. De manhã fomos limpar os crisântemos que estão no campo ainda. Então vamos percorrendo os canteiros e tirando os galhinhos, flores duplas... só que tava ventando frio e começou a chover. Chegou uma hora que eu não sentia minhas mãos!!! Trabalhei chorando a manhã toda. Com saudade de casa, da minha mãe... só comi na hora do almoço porque a Elena me ofereceu sopa, eu não tinha força nem vontade de fazer nada a não ser chorar. Aliás, comida aqui é um problema, desde a água, que tem gosto de manteiga, até a comida que é meio insossa e doce. Mas então a Brenda veio no quarto e conversou comigo, me ofereceu para trabalhar na loja de flores durante a tarde, já que eu estava tendo problemas com o frio. Lá foi legal até. Tirei as folhas de uma planta bonitinha, com umas frutinhas vermelhas, parecendo acerola. Perguntei pra Brenda se eles comiam aquela fruta, porque no Brasil nós temos uma bem parecida e tals. Ela disse que aquela não, que era só ornamental, mas que a maior todo mundo come. Aquelas frutinhas vermelhinhas eram maçãs!!! Pensa!!! Uma maçã vermelha do tamanho de uma acerola! As pessoas aqui usam para enfeitar as casas. Uma coisa que o povo aqui gosta mesmo de fazer viu? A loja de flores está sempre com movimento, com buquês lindos. Fiquei conversando com o Wim enquanto limpávamos outras flores. Bem legal.
Depois do trabalho fui comprar mais alguma coisa no mercado e um headset pra poder falar com vocês no skype. De noite mostrei muitas fotos do Brasil pro Wim, com fundo musical de musica brasileira. Ele gostou muito e nós conversamos bastante. Nos entendemos bem falando inglês. Mas nem todo mundo aqui na empresa fala bem. Tem uns poloneses que moram no quarto do lado e trabalham a maior parte do tempo no campo (odeio quando eles chegam com o trator carregado de flores.. rs rs), só um deles entende mal e porcamente de inglês, os outros não precisa nem tentar. A Brenda fala e entende alguma coisa, mas só consigo manter mais do que cinco minutos de conversa com o Wim mesmo. Na cidade as pessoas são atenciosas, e eu sempre tento cumprimentar todo mundo. No mercado acho que já estou ficando conhecida.. rsrs
Hoje vieram alguns rapazes e moças das vilas ao redor para trabalhar. Ainda bem, porque tinha muito crisântemo pra limpar! Eles geralmente trabalham nas férias e nos sábados pra ganhar um trocadinho. Foi bem rápido assim. Depois colhemos girassóis e montamos os ramos. Almocei batatas com carne e tomate, e fiquei quieta dentro do quarto a maior parte do tempo morrendo de medo de colocar o nariz pra fora. Tava ventando de mais!!! O barulho no telhado parecia um avião passando por cima da minha cabeça, só que ele não parava de passar. Olhei na internet, o vento tava com 54 km/h! Coisa de maluco! Depois que acalmou um pouco me arrisquei a ir ate o mercado, de novo, comprar mais água e mais alguma coisa pra comer. E entendi que eles realmente não precisam de montanhas quando se tem vento!
Agora acabei de comer um sanduíche (pelo menos esse pão que eu comi deixa muito a desejar dos tão falados maravilhosos pães da Holanda) com cherry coke. E estou me preparando para comer um stroopwaffle, muito bom!
Pra amanha pensei em ir em Amsterdam (coisa chaaaaaaata). Mas sozinha não dá. Mesmo porque ainda não me aventurei pelos ônibus e metrôs aqui. E a Elena ainda não chegou. Estou até meio preocupada com ela, o namoro terminou e ela saiu dizendo que ia andar um pouco. Bom, já já ela chega.
Beijos e queijos (holandeses) pra vocês!
Estou morrendo de saudades!

3 comentários:

Nina disse...

Oi Lara!
Vi vc fazendo propaganda do bllog na comu de brasileiros na holanda do orkut e vim dar uma espiada! :)
Vc chegou aqui quando?! Estou vendo como dia 3/10 sua chegada! :)
Bom, eu me chamo Marina e moro aqui em Amsterdam a 2 anos. Se estiver querendo bater um papo, e trocar umas informações úteis daqui, me manda um email! :) (Deixei lá no orkut, nos teus scraps)
Boa sorte com a vida nova por aqui! :) Abraços!

JULICG disse...

Ai q delicia!!!
Boa sorte nessa nova jornada Larinha!!!
Vc vai ver q tudo ai é igual aqui... mas diferente!!! hehehehe...
beijo linda!!!!

Alex disse...

E ai Flora? Tudo bem, rsrsrsrs, to zuando, como vai ai na Holanda Lara?